A CRISE DO CAPITAL CASTIGA A EUROPA (E o emprego
mundial)
Classe
Média Chega à Favela - Padrão 1º Mundo
França:
Desabrigados, desempregados e
alijados do sistema produtivo se reúnem na Praça da República em Paris,
contrastando com lojas mais conceituadas da alta costura francesa e europeia;
Dados da Fundação Abbé Pierre dão
conta de que aproximadamente:
·
130 mil pessoas vivem
atualmente nas ruas de Paris;
·
3,6 milhões estão em
moradias insalubres ou precárias;
· Desde 2.000 os
alugueis em Paris subiram 120%; (e a inflação é de 2% ao ano? - Manipulação?);
·
Pessoas expulsas de
suas casas em 1981 (81 mil) e em 2000 (115 mil);
·
Pessoas desalojadas a
força pela polícia em 2001 (6 mil) e em 2012 (12 mil);
·
As perdas sociais na
França ocorreram em setores importantes como educação, além da privatização de
setores estratégicos como correios e telégrafos, aeronáuticas e de fabricação
de caças;
· Os sindicatos
franceses, em declínio, garantiram conquistas sociais importantes que até hoje
vigoram e estão sob ameaça;
· O Partido Socialista
(?) adotou medidas conservadoras e regressivas (isenção a empresários);
·
O PS francês adota
uma cartilha à lá Tony Blair.
Desemprego Europeu em
março de 2014:
País
|
Índice
|
Obs.
|
França
|
10,6%
|
|
Grécia
|
28%
|
14% vivem na pobreza
|
Espanha
|
25,8%
|
Entre jovens (25-34 anos) chega a 31,5%
|
Portugal
|
15,3%
|
|
Itália
|
13%
|
|
Irlanda
|
12,3%
|
|
Reino Unido
|
7,9%
|
|
Alemanha
|
7,0%
|
30% dos alemães vivem abaixo da linha de pobreza
|
Obs : Na Alemanha 7,45 milhões de
“miniempregos” de até 450 euros mensais (carta capital e de 200825/09/2013)
Desempregados de longa duração
(acima de 12 meses) – cresceu em 40% desde a crise de 2008 (Pesquisa
“Indicadores Chave do Mercado de Trabalho” – OIT):
· Na Espanha, no
Reino Unido, Estados Unidos, Sérvia e Bulgária o desemprego por longo tempo
aumentou 40 por cento ou mais em relação a 2008;
· Estados
Unidos e Alemanha tinham taxas de desemprego ao redor de 6,3 por cento entre
1970 e 2013;
· Na
França, onde as taxas de desemprego ficaram em torno de 30 por cento mais altas
do que na Alemanha desde 1991, um trabalhador desempregado costuma necessitar
menos tempo para encontrar um trabalho;
· Nos
países em desenvolvimento, os trabalhadores passam mais rapidamente de um
período de desemprego a um período de emprego (recolocação) que nas economias
avançadas, mas isto se deve a que frequentemente passam para um emprego no
setor informal;
· No
México, por exemplo, o número de pessoas que entrou e abandonou o mercado de
trabalho entre 2011 e 2012 era, respectivamente, 3,7 por cento e 69 por cento
mais alto do que nos Estados Unidos;
Espanha:
·
Crise imobiliária
quebrou a economia espanhola e chegou a representar 40% do PIB em 2008;
·
Cortes salariais,
demissões massivas e perdas de direitos sociais CONSOLIDADOS;
·
Entrada na UE
representou desmantelamento industrial (indústrias naval, mineiro e
siderúrgico);
·
Marcha da dignidade
convergiu 2 milhões de espanhóis para Madri, pedindo fim dos cortes de
investimentos e a saída do governo;
Panorama Europeu:
Europeus atingiram níveis de vida
superiores e mais equilibrados que os EUA, por ora sendo desmontado com a
crise;
As perdas sociais na França são
reais
As conquistas sociais francesas
são superiores aos EUA e Inglaterra
“As taxas de
desemprego oferecem somente uma imagem aproximada do funcionamento do mercado
de trabalho de um país.
Os dados sobre os
fluxos de desemprego no KILM abrangem, dependendo do país, até 40 anos
(1968-2012).
Aumento das
restrições a estrangeiros como na Suíça e na Alemanha;
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